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Cláudio Castro é alvo de buscas da PF em operação contra aportes de R$ 3 bilhões pelo Rioprevidência em fundos do Banco Master

Cláudio Castro é alvo de buscas da PF em operação contra aportes no Banco Master pelo Rioprevidência O ex-governador Cláudio Castro (PL) é alvo, nesta te...

Cláudio Castro é alvo de buscas da PF em operação contra aportes de R$ 3 bilhões pelo Rioprevidência em fundos do Banco Master
Cláudio Castro é alvo de buscas da PF em operação contra aportes de R$ 3 bilhões pelo Rioprevidência em fundos do Banco Master (Foto: Reprodução)

Cláudio Castro é alvo de buscas da PF em operação contra aportes no Banco Master pelo Rioprevidência O ex-governador Cláudio Castro (PL) é alvo, nesta terça-feira (26), da 8ª fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), que investiga crimes financeiros envolvendo o Banco Master. Nesta etapa, a PF apura aportes de R$ 3 bilhões de recursos públicos do Rio de Janeiro para o conglomerado do banqueiro Daniel Vorcaro, em diferentes ocasiões. O dinheiro, segundo a investigação, partiu do Rioprevidência, fundo que gere os benefícios de 235 mil aposentados e pensionistas do estado. Agentes saíram para cumprir 10 mandados de busca e apreensão no RJ e no DF, expedidos pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Um desses mandados foi cumprido na casa de Castro, na cobertura de um prédio na Península, um condomínio de alto padrão na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio. O advogado Carlo Luchione, que faz a defesa de Cláudio Castro, informou que o ex-governador acompanhava as buscas “com serenidade”. É a 2ª vez, em menos de 15 dias, que a PF bate na porta de Castro. Em 15 de maio, agentes cumpriram na casa dele um mandado de busca na Operação Sem Refino, contra supostas fraudes fiscais na Refit, a antiga Refinaria de Manguinhos. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum detalhe. Baixe o GloboPop. Cláudio Castro em cobertura na Barra da Tijuca. Ex-governador é alvo de buscas da Polícia Federal Charles Júnior/ TV Globo Barco de Papel A investigação é um desdobramento da Operação Barco de Papel, deflagrada em janeiro, que identificou aportes suspeitos do Rioprevidência no Master — foram R$ 970 milhões, entre outubro de 2023 e julho de 2024. Em decorrência dessa operação, Deivis Marcon Antunes, presidente do fundo à época da Barco de Papel, foi preso no início de fevereiro, em uma ação conjunta da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal no Sul Fluminense. Àquela ocasião, ele já tinha sido exonerado. Agentes voltaram à casa de Deivis nesta terça, em Botafogo, na Zona Sul. A PF informou que a fase desta terça mira outras aplicações, de R$ 2,01 bilhões, a partir de julho de 2024, em fundos de investimentos do mesmo banco, “totalizando cerca de R$ 3 bilhões transferidos do Rioprevidência”. CPI na Alerj No início do mês, o deputado estadual Flávio Serafini, do PSOL, anunciou que havia obtido assinaturas necessárias para abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) a fim de investigar os investimentos do RJ no Master. A CPI ainda não foi instalada. De acordo com os dados apresentados na Alerj, o Rioprevidência investiu quase R$ 1 bilhão diretamente no Banco Master. Além disso, o fundo de previdência estadual também aplicou cerca de R$ 1,6 bilhão em fundos administrados pela instituição financeira. Parte desses investimentos, segundo os parlamentares, foi feita mesmo após alertas do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), que chegou a proibir novos aportes do Rioprevidência no banco. Segundo Serafini, a Cedae também realizou investimentos no Banco Master. Os valores somam R$ 200 milhões. Ex-governador Cláudio Castro em cobertura na Barra da Tijuca. Ele é alvo de buscas da Polícia Federal Charles Júnior/ TV Globo